
A escritora
Chelsea Cain nasceu em 1972 no estado de Iowa, EUA. Estudou Ciências Políticas e trabalhou para um jornal como consultora de opinião. Em 1994, começou a faculdade de jornalismo e teve sua própria coluna. Como trabalho de conclusão de curso, Cain escreveu "Dharma Girl", uma história autobiográfica de sua infância hippie e os anos passados no subterrâneo com os pais devido ao medo que tinham de um ataque atômico durante a Guerra do Vietnã. Um professor gostou tanto do trabalho que encaminhou para uma editora e Cain teve seu primeiro livro publicado. Ela tinha apenas 24 anos.
Ela continuou trabalhando em uma empresa e publicando livros de humor. Também tinha uma coluna em um jornal alternativo de Portland, para onde se mudou. Mas foi só em 2003 que ela se dedicou exclusivamente à escrita, depois de começar a trabalhar para o maior jornal de Portland chamado "The Oregonian".
"Coração Ferido" foi escrito em 2004, quando Chelsea Cain estava grávida da primeira filha (ela é casada com o dono de uma locadora e crítico de cinema), mas o livro só foi publicado em 2007 e atingiu rapidamente o top da lista dos mais vendidos, assim como "Coração Apaixonado", publicado em 2008, e "Coração Maligno", publicado em 2009. "The Night Season", publicado em 2011, e "Kill you twice", com previsão de lançamento em Agosto de 2012 nos EUA, não têm data de lançamento no Brasil. Mantenha-se informado pelo site da autora na
Suma das Letras.
Vamos aos livros:
 |
| Nossa avaliação - 9.0 |
É em "Coração Ferido" que Chelsea Cain começa sua mágica. Ela nos apresenta a Gretchen Lowell, uma mulher linda, inteligente, aparentemente perfeita, se não fosse um certo defeito de fábrica: a mulher é uma psicopata. Mais ainda, ela é uma serial killer. Depois de 10 anos investigando os crimes, que ele tem certeza de que foram cometidos por uma mesma pessoa, Archie Sheridan cai em uma armadilha e é capturado pela louca. Sheridan sabe os requintes de crueldade e todas as torturas usadas pela assassina e antevê sua morte.
Em um livro que nos deixa embasbacados, Chelsea Cain alcançou o inalcançável: fazer uma conexão entre vítima, assassino e leitor. Assim como Archie, nós também desenvolvemos a Síndrome de Estolcomo - onde os sequestrados criam uma relação de dependência, de obsessão e até mesmo de amor com seus sequestradores.
Quem tem
muita frescura problemas com cenas de violência, pode não gostar das sessões de tortura.
 |
| Nossa avaliação - 8.5 |
Não posso revelar muito de "Coração Apaixonado" sem spoiler de "Coração Ferido", então vou apenas comentar um pouco do que acontece no livro, já que no começo de "Coração Ferido" nós já sabemos que o detetive Sheridan não morreu depois dos dez dias em poder de Gretchen Lowell.
Em "Coração Apaixonado" um corpo surge no mesmo local em que a serial killer deixou sua primeira vítima. Se no livro anterior, Sheridan já estava um caco, nesse ele encara mais um dilema: ou se reabilita do vício em remédios para um transplante de fígado ou morre.
Nesse meio-tempo, Gretchen é violentada e, em uma tentativa de transferência de prisão, foge. Será que ela deixará Sheridan em paz, mesmo depois de ele tê-la visitado todos os domingos na prisão? Ou irá atrás do amante torturado?
É impressionante como Chelsea Cain consegue manter e até elevar o nível de suspense nesse segundo livro e ainda sim adicionar vários segredinhos sujos tanto do detetive quando da assassina.
Em "Coração Maligno" como o próprio título nos diz (em comparação com os outros títulos, que poderiam muito bem ser confundidos com títulos de livros de romance), Chelsea Cain explora muito bem o terror psicológico sem deixar o ritmo cair.
O detetive está internado, Gretchen está foragida - e virou uma celebridade para a mídia, ganhando até admiradores e quem sabe até um fã mais "animado", uma pichação aparece em um banheiro imundo de beira de estrada e lá estão todos os elementos para uma história de arrepiar.
Se nos outros volumes o bem e o mal já se misturava, se fundia e se separava, neste a maldade impera. A covardia do detetive que quer se refugiar na clínica e sabe que não pode, a crueldade dos novos assassinatos e as revelações do passado dos dois juntos. Muito bom!
Falando um pouquinho sobre as capas, elas foram feitas pela Pronto Design sobre o design original das capas inglesas. A capa do primeiro livro não é lá grande coisa, a do segundo é melhor e a do terceiro é perfeita, ilustrando a cena da pichação no banheiro!
Uma curiosidade: já disseram que os livros serão adaptados para a telona. Eu só vejo exagero em criar um site para a seria killer
Gretchen Lowell (as fotos são da provável atriz/cantora que irá interpretá-la
Storm Large).
Beijos,
Renata Lima